Sábado, 26-5 Caratuva. Eu, Manu e o Fábio. Segunda montanha mais alta do estado do Paraná com suas antenas que a caracterizam. Demoramos três horas para galgá-la, andando tranquilamente e com uma parada de mais de 45 minutos no rio que precede o subidão para o Caratuva. Dalí menos de uma hora para o cume. Onde tiramos fotos entre as caratuvas, ao fundo o Pico do PAraná aberto e por vezes uma nuvem fina cobria-o por instantes e logo se dissipava.
Ainda na subida pasamos por um grupo, umas 5 pessoas, daquelas que falam alto e só por falar, entupiam o cruzamento da trilha do PP com o Caratuva. Passamos no nosso rítimo e logo que passamos as pessoas soltavam gargalhadas histéricas, aquilo me deixou incomodado, e logo que paramos no rio para fazer uma boquinha, o Fábio me falou que ficou incomodado também com aquela galera, imbuída na grande aventura deles.
Ficamos ali, eles passaram e pouco depois soltamos nossas gargalhadas. Nunca entendi o motivo que levam as pessoas a comportarem-se como crianças nestes ambintes, a galera devia ter uma média de 35 anos e pareciam um bando de maritacas num pé de embaúba, bem verdade que, murchinas e desanimadas no final do subidão. Porém na volta com os animos renovados ouviamos os berros deste pessoal, que chegaram envocar em uníssono a criatura repugnante do Munhá, o anti-herói dos Thandercat's.
Bem voltando a subida do Caratuva, chegamos ainda com um cume vazio sem a presença das maritas, que estenuadas colocavam os bofes para fora ainda na subida. Ficamos por lá mais de uma hora, estavamos animados para andarmos mais. Resolvemos ir até o taipabuçu, porém como não conheciamos as trilhas, nem a de cima nem a de baixo, resolvemos ir por baixo, descemos o Caratuva e pouco tempos depois já estavamos na trilha azul e vermelha, o avanço era lento, quissassa e mais quissassa, uma árvore caida, a trilha some e alí ficamos 1/2 hora descidindo e observando a situação. Passamos a árvore, um perrengue, pois era uma ribanceira, onde a trilha passa em curva de nivel, e a árvore com um emaranhado de cipós e principalmente bambús, encobriam todo o chão, e a sensação era de estar se rastejando na vegetação com o chão bem longe dalí.
Andamos mais um bom trecho, até exatamente um marco, um cano galvanizado, e metade pintado de vermelho. Ali sentamos, nos orinetamos em relação as montanhas e voltamos eram uams 2:30, a galerinha havia cansado, e eu não estava mais disposto a forçar a barra para que a galera passasse pelas quissassas que certamente viriam. Voltamos sussegados, as 17h estavamos na fazenda.
A trilha para o caratuva é bem monótona, e o trecho que segue a pasagem do rio, onde se inicia a subida está em frangalhos, erosões tremendas assolam-na. A trilha por baixo para o Taipa, até onde percoremos, é magnífica, em nível, subida leve, vegetação maneira, gretas pequenas, leitos secos, fitas discretas nos pontos críticos, pouco usada.
Foi um passeio maneiro, com gosto de quero mais. Taipabuçu, me espere.